Aumentar a testosterona natural: o que realmente funciona — uma revisão crítica de fármacos, fitoterápicos e suplementos com base em ensaios clínicos controlados
- 23 de abr.
- 12 min de leitura
Análise baseada exclusivamente em ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo — com foco em qual evidência existe para homens saudáveis versus hipogonadismo, e o que é marketing sem ciência
O mercado de bilhões versus a ciência
O mercado global de suplementos voltados ao aumento da testosterona movimenta estimativas que superam US$ 5 bilhões anuais — crescendo aceleradamente, impulsionado por redes sociais e influenciadores. Na prateleira e em plataformas digitais, produtos prometem "otimizar os níveis de testosterona de forma natural", empilhando ingredientes com nomes exóticos e citando estudos cujos detalhes raramente são examinados pelo consumidor.
A revisão sistemática publicada no International Journal of Impotence Research por Jabaris et al. (2023) analisou 52 estudos sobre 27 supostos "boosters" de testosterona e chegou a uma conclusão que deveria constar em toda embalagem desses produtos: a vasta maioria não produz elevação clinicamente significativa de testosterona em homens com níveis normais.1

Este artigo adota um padrão metodológico rigoroso: apenas estudos clínicos randomizados, controlados por placebo e, preferencialmente, duplo-cegos ou cruzados em humanos são utilizados como base para as conclusões. Dados de modelos animais e estudos observacionais são mencionados apenas como contexto mecanístico — nunca como prova de eficácia.
NÍVEIS DE EVIDÊNCIA UTILIZADOS NESTE ARTIGO |
▪ EVIDÊNCIA A — Múltiplos ECRs e/ou metanálises de alta qualidade — efeito consistente |
▪ EVIDÊNCIA B — Pelo menos 1 ECR de qualidade moderada — efeito sugestivo mas inconsistente |
▪ EVIDÊNCIA C — Estudos de baixa qualidade, amostras pequenas ou resultados negativos predominantes |
▪ FÁRMACO — Substância regulamentada — requer prescrição médica |
Panorama geral: o veredicto de cada substância
Substância | Categoria | Saudáveis | Hipogonadismo | Evidência | Dose típica |
Clomifeno | Fármaco (SERM) | Sim — estimula HPG | Sim — robusto | A | 25–50 mg/dia |
Enclomifeno | Fármaco (SERM) | Sim — preserva fertilidade | Sim — superior ao clomifeno | A | 12,5–25 mg/dia |
Mesterolona (Proviron) | Fármaco (EAA) | NÃO | Parcial — andrógeno exógeno | B/C | 25–150 mg/dia |
Vitamina D | Suplemento | Só em deficientes | Só em deficientes | B | 3.000–5.000 UI/dia |
Zinco | Mineral | Só em deficientes | Benefício documentado | B | 25–45 mg/dia |
Tongkat Ali | Fitoterápico | Efeito inconsistente | ECR 6m positivo | B | 200–400 mg/dia |
Ashwagandha | Fitoterápico | Efeito modesto via cortisol | Dados limitados | B | 300–600 mg/dia |
Tribulus terrestris | Fitoterápico | NÃO — múltiplos ECRs | NÃO demonstrado | C | 250–1.500 mg/dia |
Ácido D-aspártico | Aminoácido | NÃO — efeito transitório | NÃO demonstrado | C | 2.000–3.000 mg/dia |
Maca | Fitoterápico | NÃO — sem efeito hormonal | NÃO — melhora libido sem T | C | 1.500–3.000 mg/dia |
Shilajit | Mineral orgânico | Dados preliminares | 1 estudo — precisa replicação | B (limitada) | 250–500 mg/dia |
Magnésio | Mineral | Só em deficientes/atletas | Moderado — reduz SHBG | B | 350–500 mg/dia |
Feno-grego | Fitoterápico | Efeito modesto via SHBG | Dados positivos modestos | B | 500–600 mg/dia |
Tabela 1 — Panorama geral. Fontes: Jabaris et al. (2023) 1; Hohl et al. (2025) 2; Leisegang et al. (2022) 3; Monson et al. (2023) 4.
Fármacos prescritos com ação comprovada sobre a testosterona endógena
FÁRMACO · EVIDÊNCIA A Clomifeno (Clomid®) e Enclomifeno — os SERMs masculinos |
O clomifeno é o único fármaco não-hormonal com evidência robusta de aumento da testosterona endógena em homens. Trata-se de um Modulador Seletivo do Receptor de Estrogênio (SERM) que bloqueia os receptores de estrogênio no hipotálamo e na hipófise, eliminando o feedback negativo do estradiol sobre o eixo HPG. O resultado é aumento nos pulsos de GnRH → elevação do LH → estimulação das células de Leydig → maior produção de testosterona endógena.5
A metanálise de Hohl et al. (2025), publicada nos Archives of Endocrinology and Metabolism — revista brasileira de alto impacto —, analisou exclusivamente ECRs de clomifeno e enclomifeno versus placebo em homens com hipogonadismo funcional. Os resultados foram inequívocos: os SERMs aumentaram a testosterona total em 273,76 ng/dL (IC 95%: 191,87–355,66; p < 0,01) comparado ao placebo, com aumento correspondente de LH e FSH.2
A metanálise de Huijben et al. (2022), publicada na Andrology, consolidou 19 estudos (1.642 pacientes, 4 ECRs), confirmando aumento médio de 2,60 ng/mL de testosterona total durante o tratamento em homens hipogonadais.5
Clomifeno versus Enclomifeno — qual é superior? |
O clomifeno é uma mistura de dois isômeros: o enclomifeno (trans, responsável pelo estímulo do LH) e o zuclomifeno (cis, com atividade estrogênica fraca que acumula no organismo por até 30 dias). |
O enclomifeno isolado tem perfil farmacológico mais limpo — sem os efeitos colaterais visuais e psicológicos associados ao zuclomifeno — e foi validado em ensaios fase 3 com resultado similar ou superior ao clomifeno. |
VEREDICTO — Clomifeno / Enclomifeno |
Funciona em homens com hipogonadismo secundário funcional: SIM — evidência de grau A. |
É o único agente não hormonal com capacidade real de elevar a testosterona endógena de forma sustentada, preservando a fertilidade — ao contrário da TRT convencional. |
Doses: clomifeno 25–50 mg/dia; enclomifeno 12,5–25 mg/dia. |
Requer prescrição médica e monitoramento laboratorial regular. |
FÁRMACO · EVIDÊNCIA B/C Mesterolona (Proviron®) — o equívoco mais frequente |
A mesterolona é um esteroide androgênico derivado do DHT que, no meio do fisiculturismo e em consultórios pouco atualizados, é frequentemente citada como "estimulador natural de testosterona". Essa crença é um equívoco farmacológico fundamental.6
A mesterolona não estimula o eixo HPG. Ela não age no hipotálamo nem na hipófise como os SERMs. O que ela faz é introduzir um androgênio exógeno fraco (o próprio DHT sintético oral) que não eleva a testosterona plasmática endógena. O estudo de Schellen et al. com 250 homens oligospérmicos tratados com 100–150 mg/dia por 12 meses demonstrou que o fármaco não alterou significativamente os níveis de testosterona plasmática em pacientes com função hormonal preservada.7
O GRANDE EQUÍVOCO DO PROVIRON® COMO "BOOSTER" |
Usar mesterolona com a expectativa de elevar a testosterona endógena é farmacologicamente incorreto. |
Como androgênio exógeno, exerce — em qualquer dose — algum grau de supressão do eixo HPG por feedback negativo. |
Ela substitui parcialmente os efeitos androgênicos, mas não estimula a produção de testosterona. |
Para aumento de testosterona endógena, o clomifeno é incomparavelmente superior. |
VEREDICTO — Mesterolona (Proviron®) |
Não eleva a testosterona endógena em homens com eixo HPG funcional. |
Não é um "booster natural" — é um androgênio exógeno fraco. |
Tem utilidade clínica restrita em sintomas de hipogonadismo e oligospermia moderada. |
Requer prescrição médica. |
Suplementos e micronutrientes com evidência real — mas contexto-dependente
SUPLEMENTO · EVIDÊNCIA B Vitamina D — funciona apenas em deficientes |
O receptor de vitamina D (VDR) está presente nas células de Leydig dos testículos, nas células de Sertoli e no hipotálamo — fornecendo mecanismo plausível para a associação entre vitamina D e testosterona. A metanálise publicada em Nutrients (2024) revisou ECRs até julho de 2024 e mostrou que a suplementação produz aumento estatisticamente significativo da testosterona total em homens com deficiência prévia de 25(OH)D (abaixo de 20 ng/mL). Em homens com valores normais (≥30 ng/mL), a suplementação não produziu efeito adicional.8
VEREDICTO — Vitamina D |
Funciona em homens deficientes (25(OH)D < 20 ng/mL): SIM — efeito documentado. |
Funciona em homens com níveis normais: NÃO — sem evidência de benefício adicional. |
Dose recomendada nos estudos: 2.000–5.000 UI/dia. |
Dosar 25(OH)D sérico antes de suplementar. Suplementação cega sem dosagem é desperdício. |
MINERAL · EVIDÊNCIA B Zinco — o mais estabelecido dos minerais para testosterona |
O zinco é cofator essencial para a enzima aromatase, para a síntese de LH e para a função das células de Leydig. O estudo clássico de Prasad et al. (1996) demonstrou que a suplementação de zinco (25 mg/dia por 6 meses) em homens com deficiência marginal praticamente dobrou os níveis de testosterona sérica — de 8,3 para 16,0 nmol/L. Em contraste, a restrição dietética de zinco em jovens saudáveis reduziu a testosterona em aproximadamente 75% em 20 semanas.10
VEREDICTO — Zinco |
Funciona em deficientes: SIM — efeito robusto e reproduzido. |
Funciona em homens com zinco sérico normal: NÃO — sem evidência de efeito adicional. |
Dose estudada: 25–45 mg/dia de zinco elementar. |
Avaliar zinco sérico antes de suplementar. Doses > 40 mg/dia cronicamente podem inibir absorção de cobre. |
Fitoterápicos: onde a evidência termina e o marketing começa
FITOTERÁPICO · EVIDÊNCIA B Tongkat Ali (Eurycoma longifolia / Long Jack) — o mais promissor |
A Eurycoma longifolia é uma planta originária da Malásia com compostos bioativos (euricomanonas, euripeptídeos) com mecanismo sugerido de inibição da proteína ligadora de androgênios e estímulo à produção de testosterona via células de Leydig.3
O ECR mais robusto disponível é o de Leitão et al. (2021), publicado na Maturitas — um dos periódicos mais respeitados de medicina do envelhecimento —, com 6 meses de duração, duplo-cego, controlado por placebo e randomizado em homens com ADAM (Androgen Deficiency of Aging Males). O grupo que recebeu Eurycoma longifolia combinada com treinamento concorrente apresentou aumento significativo na testosterona total e melhora da função erétil versus placebo.12
O PROBLEMA DA PADRONIZAÇÃO DOS EXTRATOS |
Nem todo produto de "Tongkat Ali" é igual. Os ECRs positivos usaram extratos aquosos padronizados (como o Physta®) com concentrações definidas de euricomanonas, euripeptídeos, glicosaponinas e minerais. |
Produtos com extrato bruto não padronizado têm eficácia imprevisível. |
Dose de 200–400 mg/dia de extrato padronizado é a mais utilizada nos estudos. |
VEREDICTO — Tongkat Ali |
Funciona em homens com ADAM: PROVÁVEL — ECR de 6 meses com resultado positivo. |
Funciona em homens jovens e saudáveis: INCONSISTENTE — dados limitados. |
Dose: 200–400 mg/dia de extrato padronizado. Tempo mínimo: 4–6 semanas. |
É o fitoterápico com melhor suporte atual — mas ainda com corpo de evidência insuficiente para recomendação clínica de rotina. |
FITOTERÁPICO · EVIDÊNCIA B Ashwagandha (Withania somnifera) — adaptógeno com efeito via cortisol |
A ashwagandha tem propriedades adaptogênicas bem documentadas — em especial a capacidade de reduzir os níveis de cortisol sérico. Como o cortisol cronicamente elevado suprime o eixo HPG por inibição do GnRH hipotalâmico, a redução do cortisol pode indiretamente favorecer uma ligeira elevação da testosterona, especialmente em homens sob estresse crônico.13
O ECR cruzado, duplo-cego e controlado por placebo de Lopresti et al. (2019), publicado no American Journal of Men's Health, com 57 homens com sobrepeso entre 40–70 anos, encontrou aumento de 14,7% maior na testosterona total versus placebo (p = 0,010) e elevação de 18% no DHEA-S após 8 semanas de ashwagandha padronizada.14
VEREDICTO — Ashwagandha |
Funciona em homens sob estresse crônico ou com sobrepeso: PROVÁVEL — efeito via redução de cortisol, elevação modesta (10–15%) da testosterona. |
Funciona em homens jovens e saudáveis com testosterona normal: INCERTO. |
Dose: 300–600 mg/dia de extrato padronizado (com concentração definida de witanolídeos). |
O maior benefício é sobre o bem-estar, a libido e o estresse — não a testosterona como número isolado. |
FITOTERÁPICO · EVIDÊNCIA C Tribulus terrestris — o suplemento mais vendido que menos funciona |
O Tribulus terrestris é provavelmente o suplemento para testosterona mais vendido no mundo — e também aquele com a maior discrepância entre popularidade e evidência científica. A revisão de Jabaris et al. (2023), que compilou especificamente 4 ECRs de Tribulus terrestris em humanos, concluiu: não há evidência consistente de que o Tribulus terrestris aumente os níveis séricos de testosterona em homens, seja em atletas, jovens saudáveis, homens inférteis ou com hipogonadismo tardio.1
VEREDICTO — Tribulus terrestris |
Funciona em homens saudáveis: NÃO — múltiplos ECRs negativos. |
Funciona em hipogonadismo: NÃO demonstrado. |
Pode ter algum efeito sobre a libido por mecanismos independentes da testosterona, mas mesmo esse efeito é inconsistente. |
Claro exemplo de marketing que sobreviveu à ciência. |
AMINOÁCIDO · EVIDÊNCIA C Ácido D-aspártico (DAA) — efeito breve que desaparece com o uso |
O ácido D-aspártico pode produzir aumento transitório de testosterona nas primeiras 1–2 semanas — documentado em estudo inicial de Topo et al. (2009). Porém ECRs subsequentes mostraram que com uso contínuo (> 4 semanas), o efeito desaparece — possivelmente por dessensibilização do eixo HPG ao estímulo do DAA. O ECR de Melville et al. (2017), com 12 semanas de acompanhamento, confirmou esse fenômeno: os níveis que inicialmente subiram no grupo ativo retornaram à linha de base após 4–6 semanas de uso contínuo.
VEREDICTO — Ácido D-aspártico |
Efeito transitório (1–2 semanas) em homens com valores basais baixos-normais. |
Com uso continuado (> 4 semanas): efeito desaparece — dessensibilização do receptor. |
Sem utilidade sustentada como booster de testosterona. |
Não recomendado. |
Homens saudáveis versus hipogonadismo: por que essa distinção muda tudo
Esta é a questão mais ignorada pelos consumidores de "boosters" de testosterona. O organismo masculino possui mecanismos de homeostase hormonal robustos: quando a testosterona é elevada por estímulos externos, mecanismos de feedback negativo tendem a neutralizar parte desse efeito, especialmente em homens com eixo HPG funcionalmente íntegro.
A revisão de Jabaris et al. (2023) foi explícita: a maioria das substâncias estudadas produziu efeitos apenas em contextos onde havia algum déficit subjacente. Em homens jovens, saudáveis, com testosterona dentro da faixa normal, praticamente nenhuma das substâncias analisadas produziu aumento clinicamente significativo.1
Substância | Mecanismo | Saudáveis (T normal) | Deficiência nutriente | ADAM / Hipogonadismo funcional |
Clomifeno | Bloqueia feedback E2 no HPG | Ativo — sem ECR nessa pop. | N/A | Forte — ↑273 ng/dL |
Vitamina D | Cofator síntese esteroides e LH | Sem efeito adicional | Efeito documentado | Provável se deficiência |
Zinco | Cofator aromatase e LH | Sem efeito adicional | Efeito robusto | Coadjuvante eficiente |
Tongkat Ali | Libera T do SHBG; estimula Leydig | Inconsistente | N/A | ECR 6m positivo |
Ashwagandha | Reduz cortisol → menos supressão HPG | Efeito modesto (~14%) | N/A | Provável em estresse crônico |
Tribulus | Não esclarecido | NÃO — múltiplos ECRs | N/A | Sem evidência |
Mesterolona | Androgênio exógeno fraco (DHT oral) | NÃO eleva T endógena | N/A | Substitui parcialmente andrógenos |
Tabela 2 — Eficácia comparada por contexto clínico. Fontes: Jabaris et al. (2023) 1; Hohl et al. (2025) 2; Leisegang et al. (2022) 3.
A revisão crítica da literatura de ensaios clínicos randomizados e controlados revela uma realidade menos excitante, mas mais honesta do que o mercado de suplementos sugere: a maioria dos compostos comercializados como "boosters" de testosterona não eleva a testosterona de forma clinicamente significativa em homens com níveis basais normais.
As exceções são contexto-dependentes. Para homens com deficiência de vitamina D ou zinco, a correção desses déficits produz aumentos reais — representando normalização de uma função comprometida, não elevação suprafisiológica. Para homens com ADAM, o Tongkat Ali tem o melhor suporte fitoterapêutico disponível. Para estresse crônico, a ashwagandha pode oferecer benefício modesto.
O clomifeno e o enclomifeno são os únicos compostos não hormonais com evidência de grau A para aumento sustentado da testosterona endógena em homens com hipogonadismo secundário funcional. São fármacos que requerem prescrição médica e monitoramento laboratorial — não suplementos de prateleira.
A mesterolona (Proviron®) representa o equívoco mais frequente: é um androgênio exógeno fraco, não um estimulador de testosterona endógena, e seu uso como "booster natural" é farmacologicamente incorreto.
A conclusão prática é direta: antes de gastar com qualquer suplemento para testosterona, invista em um exame de sangue. Se vitamina D, zinco ou testosterona total estiverem abaixo do ideal, a abordagem correta é correção da deficiência — com orientação médica. Se os níveis estiverem normais, a maioria dos "boosters" não oferece benefício adicional demonstrado.
Referências
Artigos recuperados do PubMed/MEDLINE. Referências no formato ABNT NBR 6023:2018.
1. JABARIS, S. G. L. et al. Do "testosterone boosters" really increase serum total testosterone? A systematic review. International Journal of Impotence Research, set. 2023. DOI: 10.1038/s41443-023-00763-9.
2. HOHL, A. et al. Clomiphene or enclomiphene citrate for the treatment of male hypogonadism: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Archives of Endocrinology and Metabolism, v. 69, n. 5, p. e250093, out. 2025. DOI: 10.20945/2359-4292-2025-0093.
3. LEISEGANG, K. et al. Eurycoma longifolia (Jack) improves serum total testosterone in men: a systematic review and meta-analysis of clinical trials. Medicina, v. 58, n. 8, p. 1047, ago. 2022. DOI: 10.3390/medicina58081047. PMID: 36013514.
4. MONSON, N. R. et al. Association between vitamin D deficiency and testosterone levels in adult males: a systematic review. Cureus, v. 15, n. 9, p. e45856, set. 2023. DOI: 10.7759/cureus.45856.
5. HUIJBEN, M. et al. Clomiphene citrate for men with hypogonadism: a systematic review and meta-analysis. Andrology, v. 10, n. 2, p. 380-394, 2022. DOI: 10.1111/andr.13146. PMID: 34933414.
6. HALUCH, D. Perfil dos esteroides anabolizantes. Balneario Camboriu, 2021.
7. SCHELLEN, T. M. C. M.; BEEK, J. M. van. The effect of mesterolone on sperm count, on serum FSH, LH, plasma testosterone and outcome in idiopathic oligospermic men. International Journal of Andrology, v. 11, n. 2, p. 69-77, 1988. PMID: 2892728.
8. PAPADIMITRIOU, D. T. et al. The impact of vitamin D on androgens and anabolic steroids among adult males: a meta-analytic review. Nutrients, v. 16, n. 19, p. 3365, set. 2024. DOI: 10.3390/nu16193365. PMC: PMC11506788.
9. PILZ, S. et al. Vitamin D and testosterone in healthy men: a randomized controlled trial. The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, v. 96, n. 4, p. 1146-1157, abr. 2011. DOI: 10.1210/jc.2010-2432.
10. PRASAD, A. S. et al. Zinc status and serum testosterone levels of healthy adults. Nutrition, v. 12, n. 5, p. 344-348, maio 1996. PMID: 8875519.
11. SANTOS, H. O.; TEIXEIRA, F. J. Use of medicinal doses of zinc as a safe and efficient coadjutant in the treatment of male hypogonadism. The Aging Male, v. 23, n. 5, p. 1236-1243, 2019. DOI: 10.1080/13685538.2019.1682696.
12. LEITAO, A. E. et al. A 6-month, double-blind, placebo-controlled, randomized trial to evaluate the effect of Eurycoma longifolia (Tongkat Ali) and concurrent training on erectile function and testosterone levels in ADAM. Maturitas, v. 145, p. 78-85, mar. 2021. DOI: 10.1016/j.maturitas.2020.12.002. PMID: 33541567.
13. CHAUHAN, S.; SRIVASTAVA, M. K.; PATHAK, A. K. Effect of standardized root extract of ashwagandha (Withania somnifera) on well-being and sexual performance in adult males. Health Science Reports, v. 5, n. 4, p. e741, jul. 2022. DOI: 10.1002/hsr2.741.
14. LOPRESTI, A. L.; DRUMMOND, P. D.; SMITH, S. J. A randomized, double-blind, placebo-controlled, crossover study examining the hormonal and vitality effects of ashwagandha in aging, overweight males. American Journal of Men's Health, v. 13, n. 2, 2019. DOI: 10.1177/1557988319835985.
15. CHAUHAN, S. et al. Efficacy and safety of ashwagandha root extract on sexual health in healthy men. Frontiers in Reproductive Health, v. 8, jan. 2026. DOI: 10.3389/frph.2026.1774098.
16. ROGERSON, S. et al. The effect of five weeks of Tribulus terrestris supplementation on muscle strength and body composition. Journal of Strength and Conditioning Research, v. 21, n. 2, p. 348-353, 2007. PMID: 17530942.
17. GOODMAN, L. S.; GILMAN, A. As bases farmacologicas da terapeutica. 11. ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2007.
18. HALUCH, D. Hormonios no fisiculturismo: historia, fisiologia e farmacologia. Florianopolis: Letras Contemporaneas, 2017.
Este conteudo tem fins informativos e educacionais. Nao substitui consulta, diagnostico ou prescricao medica. Nenhum dos compostos discutidos deve ser utilizado sem orientacao e acompa




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