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4 Verdades Surpreendentes Sobre Seus Hormônios e Libido Após os 40 Ano


Muitas mulheres acreditam que a queda hormonal que acompanha a perimenopausa e a menopausa significa uma queda inevitável na libido. É uma narrativa comum, mas que simplifica demais uma realidade fascinante. A ciência nos revela que a relação entre hormônios, desejo e bem-estar feminino é muito mais complexa e, em muitos aspectos, contraintuitiva. Vamos desvendar quatro descobertas surpreendentes que desafiam o que pensávamos saber sobre a saúde da mulher após os 40.

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Deficiência de testosterona e libido baixo
Deficiência de testosterona e libido baixo

1. A Verdade Inesperada Sobre o Estrogênio e o Desejo Sexual

O estrogênio ajuda mais o conforto do que o desejo.

A queda nos níveis de estrogênio na pós-menopausa é real e drástica. Os valores de referência laboratoriais confirmam isso: os níveis sanguíneos, que antes variavam entre 60 e 400 pg/mℓ, caem para menos de 130 pg/mℓ.

Onde o estrogênio realmente demonstra sua eficácia é no alívio dos sintomas físicos. A terapia com estrogênio, seja sistêmica ou tópica, é muito eficaz para melhorar os sintomas da atrofia urogenital, como a dispareunia (dor durante a relação sexual), tornando a intimidade mais confortável.

No entanto, aqui está a descoberta contraintuitiva: para mulheres que não apresentam esses sintomas físicos, o efeito da terapia hormonal sobre a libido é muito menos claro. A desordem do desejo sexual hipoativo (DSH), a causa mais comum de baixa libido, parece ser influenciada por outros fatores.

Existem, entretanto, poucas evidências de que a TH [Terapia Hormonal] tenha influência na função sexual de mulheres sem sintomas urogenitais ou naquelas com desordem hipoativa do desejo sexual, a qual parece ser influenciada por fatores psicológicos, emocionais e pelos androgênios.

2. O Hormônio Esquecido: Por Que a Testosterona Também é Coisa de Mulher

Andrógenos são peças-chave no quebra-cabeça da libido feminina.

A desordem do desejo sexual hipoativo, como mencionado, é fortemente influenciada pelos andrógenos, a classe de hormônios que inclui a testosterona. Sim, a testosterona desempenha um papel fundamental na libido feminina.

No corpo da mulher, a origem da testosterona é diversificada: cerca de 50% vem da conversão periférica, principalmente no tecido adiposo, enquanto o restante é produzido em partes iguais pelas glândulas adrenais e pelos ovários.

A complexidade do equilíbrio hormonal feminino é tão grande que a abordagem clínica para tratar a suspeita de insuficiência androgênica em mulheres exige um cuidado especial. O consenso médico estabelece que uma estrogenização adequada deve sempre preceder a administração de testosterona, mostrando que a solução não é tão simples quanto apenas "repor" um único hormônio.

3. Além do Quarto: O Impacto Silencioso nos Seus Ossos

A queda hormonal afeta sua estrutura de dentro para fora.

O foco na libido e nos sintomas vasomotores muitas vezes ofusca outra consequência importante da queda hormonal: a saúde óssea. A osteoporose, ou o enfraquecimento dos ossos, é um problema muito frequente em mulheres na pós-menopausa, embora também afete homens acima dos 50 anos.

A osteoporose relacionada especificamente a essa fase da vida é classificada como Tipo I. Ela se caracteriza por uma "rápida perda da matriz óssea" que afeta especialmente o osso trabecular, a estrutura interna e esponjosa dos ossos, tornando-os mais frágeis.

A boa notícia é que a prevenção depende de um trio de fatores bem conhecidos e sobre os quais podemos atuar. Os três principais elementos que afetam o enfraquecimento dos ossos em mulheres são:

  • Estrogênio (um hormônio feminino)

  • Cálcio da dieta

  • Exercício


4. Não Está Tudo nos Hormônios: A Poderosa Conexão Mente-Corpo

Fatores psicológicos e emocionais são tão importantes quanto a bioquímica.

A inibição do desejo sexual nem sempre tem uma causa puramente hormonal ou física. Em muitos casos, a raiz do problema pode estar associada a condições psicopatológicas, como o transtorno depressivo maior.

Essa constatação reforça uma visão mais holística da saúde sexual feminina. A desordem do desejo sexual hipoativo é, na verdade, influenciada por uma complexa teia de "fatores psicológicos, emocionais e pelos androgênios". Isso valida a experiência de muitas mulheres, pois o estresse crônico e a ansiedade podem sequestrar os recursos neurológicos e bioquímicos que dariam suporte ao desejo. A libido, afinal, não é apenas uma resposta hormonal, mas um reflexo do bem-estar geral, onde a segurança emocional e a saúde mental são tão cruciais quanto qualquer número em um exame de sangue.

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Conclusão

As lições que a ciência nos oferece são claras: a relação entre hormônios e a libido feminina após os 40 é complexa e multifacetada. O estrogênio é fundamental para o conforto físico, os andrógenos são cruciais para o desejo, e os fatores psicológicos e emocionais atuam como peças centrais nesse quebra-cabeça. Além disso, é vital lembrar que os efeitos da menopausa se estendem para além da vida sexual, impactando silenciosamente a saúde óssea.

Sabendo que a saúde sexual é uma mistura complexa de biologia e psicologia, como podemos abordar o bem-estar na menopausa de uma forma mais completa e compassiva?

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